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sábado, 22 de setembro de 2012

MARAVILHAMENTO (Mônica Coropos, 2012)




Que resgatemos e/ou nunca percamos o 


MARAVILHAMENTO, tão próprio das crianças, 

mesmo que 

seja difícil enxergar o lado maravilhoso da vida 

diante da 

"poluição" ao redor. (Monica Coropos)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

ABRAÇANDO A BONDADE (Mônica Coropos, 2012)



 


O dia corria bem, rotineiro...
De repente, um sobressalto: 
O telefone toca. Uma ligação à cobrar: Era meu filho...
A voz entristecida foi o suficiente pra mulher-mãe querer se "transportar" para o seu lado:
- "Mãe, perdi meu celular no ônibus..."
Aliviada ante à notícia da perda do bem material, silenciosa, a Deus agradeci.
Num segundo, tranquilizei minha cria, desliguei e, seguidamente comecei a ligar para o número perdido...
A cada insucesso, nascia a vontade de que o desfecho ensinasse uma lição para ele. Para nós.
Chamo o número mais uma vez:
- "Alô!" - uma voz masculina atende.
Medo...
-"Alô! Peraí, vou passar pra Maria!"
(...)
- "Alô!"
- "Alô!!! Dona Maria? Muuuuuuito obrigada!!!! (quem me conhece, já pode imaginar a gratidão por essa heroína-mulher)
- "Oi, minha filha, eu sentei no ônibus e comecei a ouvir o telefone tocar do meu lado...Não sabia atender ele não... Aí, quando saltei aqui na Penha, o rapaz do ponto da kombi atendeu pra mim..."
- "Oh... Dona Maria, como faço pra encontrar com a senhora?"
- "Minha filha, você tá onde? Vai demorar a chegar aqui?"
- "To em Madureira, mas to de carro..."
- "Então te espero no ponto de kombi, perto do Guanabara! Que cor é teu carro?"
- "É preto..."
- "Quando chegar, liga."
(...)
Alegria, gratidão, medo, apreensão...
Liguei pro filho. Tranquilizei-o. 
"E agora?", pensei.
Larguei meus afazeres e... fui. 
Calor, engarrafamento... vamos lá...
...Cheguei. Penha. Ponto de kombi próximo ao Guanabara.
Uma mulher aponta o meu carro e acena com um sorriso pro pessoal ajuntado. 
"Ufa!" - Acreditei na bondade de vez depois do sorriso!
Não era Dona Maria. Era outra mulher que já sabia do assunto...
...Mas ela veio! Toalhinha no ombro, me esperou quase hora e meia...
Saí do carro. Abracei-a! Abracei-a apertadamente...
Abracei a Dona Maria, abraçando a bondade de muitas outras pessoas neste mundo de meu Deus.
Agradeci. Não sabia o que fazer. Tudo que eu fizesse seria menor e apagaria este gesto, esta graça.
Voltei ao carro. Eu fui. Ela se foi.
Mas ficou o meu grande desejo de que Deus recompense a Dona Maria com toda sorte de bênçãos.
Aquelas que milhões de celulares não podem pagar...
Que eu possa ser uma faísca da graça e da bondade para alguém todo dia.
Que meu filho tome esse exemplo e leve pra vida.
Que nós possamos renovar a esperança de que corações cheios de bondade, ainda são a maioria.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Razões que não temos, respostas queremos: Alguém pode ouvir nossa voz? (Mônica Coropos, 2012)


Por que este vento não sopra?
Por que está tão abafado?
Por que este dia não passa?
Por que este dia não chega?
Por que esta água é turva?
Por que não deu certo o encontro?
Por que o dinheiro não dura?
Por que a miséria no mundo?
Por que um irmão mata o outro?
Por que a doença não cura?
Por que a alegria é tão breve?
Por que essa vida é tão dura?
Porquês nos invadem a cabeça
Porquês que insistem em nós
Razões que não temos
Respostas queremos
Alguém pode ouvir nossa voz?
Do alto um ouvido se inclina
E tem o controle na mão
Não se surpreende, 
Não se descontrola
Mas ouve a nossa aflição
É o Deus imutável, invisível
É o Deus sem sombra ou variação
É o Deus que criou o universo
É o Deus que se importa
Enquanto outros, não!
Perguntas vão sempre existir
Respostas, nem sempre nos satisfarão
Humanos que somos, nos vemos atados
Mas só há uma solução
É, como o salmista, 
Elevar os olhos
Pra onde nos vem o socorro
O nosso socorro vem do Senhor
Que fez o céu e terra.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

ENQUANTO HÁ TEMPO! (Mônica Coropos, 2012)


Acolher o aflito, amparar o caído, conversar com o amigo, gargalhar da piada, ler o livro dos livros, meditar nos ensinos, dar um colo, um afago, receber um agrado, adormecer de cansaço, de preguiça ou enfado... Assistir a um bom programa, ou simplesmente, não fazer nada, pensar na vida, dormir de olhos abertos. Na correria da vida, é imperativo a pausa, o descanso. Entenda isso enquanto há tempo! 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CERTEZA NO CAOS (Mônica Coropos, 2012)


CERTEZA NO CAOS (Mônica Coropos, 2012)

Já vivi um bom tempo...
Vi muita coisa, aprendi algumas outras...
Gosto de observar a vida: Olhá-la, vivê-la,
Perceber as diferenças e extrair sempre o melhor das situações
Sou meio romântica, pode ser. 
Mas meu olhar da vida me dirige a uma certeza: 
DIANTE DO CAOS, ESPERE A BONANÇA.
A virada sempre vem. É claro que a intensidade dela depende do que semeamos, de como nos comportamos nas adversidades. 
Mas, independente da atitude, o fato é que, 
DO MERGULHO PROFUNDO, 
SEMPRE NADAREMOS PARA O OXIGÊNIO
Este fôlego pode significar uma simples e breve respirada para continuar a viver a circunstância adversa, o momento difícil.
Mas pode ser - e pelo menos uma vez na vida todo mundo tem essa experiência - que chegue realmente o "novo tempo" cantado por Ivan Lins. Aquele tempo em que, "apesar dos castigos", "apesar dos perigos", algo se transforma dentro de nós.
Quando isso acontece - quando isso acontecer - NÃO EXISTE TREVA QUE NOS IMPEÇA DE VER A LUZ... E BRILHAR.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sobre Filosofia e deslumbres (Mônica Coropos, 2012)

Hoje li O Espelho, um conto integrante da obra Papéis Avulsos, do escritor brasileiro Machado de Assis. Interessante como - tais como no conto - as regalias podem desequilibrar, deslumbrar pessoas, em todos os tempos e épocas. Machado de Assis, cheio de Filosofia, narra que o jovem, ultra-mega-power cortejado, cede a tudo isso, e sua "alma exterior" (sempre mutável), faz com que ele logo se torne alguém de personalidade arrogante, respaldada no espírito da mocidade, e somada ao luxo e deslumbres do meio. Sua humanidade deu lugar ao "Alferes", ou, como coloca a famosa frase: “O alferes eliminou o homem”. Ainda filosofando, ao ler a revista de bordo BRASIL - ALMANAQUE DE CULTURA POPULAR, quando voltava de uma viagem pela TAM, uma entrevista com o filósofo Mário Sérgio Quintela relembra seus 17 anos de convivência com Paulo Freire. Na entrevista, Quintela diz: "Paulus, em latim, significa pequeno. Mas Paulo Freire - digo isso sempre que posso - era um homem tão grande, que sabia que era pequeno para poder crescer. Gente grande de verdade sabe que é pequena, e por isso cresce. Gente muito pequena, acha que já é grande, e o único modo de crescer é rebaixando outras pessoas...". Pouco estudado, mas de muitíssima sabedoria, meu pai sempre nos ensinou - somos três filhas - a lembrarmos de onde viemos, a sermos quem somos apesar de funções, cargos, títulos. Agradeço ter isso na essência, ainda que ache ser possível, lutar contra o deslumbre dos fulgases louros da vida.

domingo, 6 de novembro de 2011

O ETERNO (Mônica Coropos, 2011)

O Eterno tem feito muitas coisas por nós.
O Eterno tem nossas vidas sob Seu controle.
O Eterno nos livra da morte.
O Eterno nos sustém e acolhe.
O Eterno nos comove com Sua presença verdadeiramente presente.
O Eterno é, e, por isso, tudo com Ele, Nele e para Ele tem dimensões sobrenaturais, inimagináveis.
O Eterno tem feito muitas coisas por nós.
Ele faz além do que pedimos ou pensamos.
Mas nos revela pouco a pouco seus desígnios.
Porque, em nossa humanidade, não saberíamos suportar tamanhas experiências de uma só vez.
Que vivamos, a partir de agora, eternamente com o Eterno.
Aquele que, de eternidade a eternidade, é Deus.

(Para os amigos Gizeth Spinozza e Felipe Padilha)

segunda-feira, 25 de julho de 2011


Li e ouço sempre conselhos que "devemos nos dobrar ao imperativo de seguir adiante, de nunca retroceder, de marchar sem que o passado atrapalhe". Mas eu confesso que muitas vezes não consigo! Parte de mim ainda pulsa pelo abraço, pelo cheiro, pelo lugar, pela conquista, amizade, pelo carinho, pelas risadas, pelas conversas, enfim, por algo que vivi e que foi bom... ou por uma dor, um fracasso, um desamor, uma desavença, uma derrota, uma perda... sempre há algo que insiste em voltar no gosto azedo do que nem tão bom ou até ruim - foi. Ontem, depois da insônia se instalar e me fazer ler e folhear alguns livros da cabeceira, peguei meu livro preferido. Sim, me rendi à Bíblia mais uma vez. Como alguém que necessita do alento imediato, fui a Salmos, e por ali fiquei, imaginando-me como os salmistas e suas vidas humanas, tão parecidas com a minha. Ah! Minha mortalidade me afronta. Na hora em que é imperativo seguir adiante, deixar o passado no passado, na hora em que a atitude da mudança depende de mim... eu me dou conta de que não passo de alguém limitado e débil, que depende da regência e intervenção do Soberano da vida, de Deus. E, para quem pensa que fico chateada com isso, um alerta: eu quero mais é render-me a Ele, e dizer-lhe sempre: De Ti preciso, Senhor!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

AMIGO (Mônica Coropos, 2011)

Amigo é presente valioso
Não se barganha, não se faz à força
É química do céu
É bálsamo na dor
Extensão de Deus na vida
É amor
Amigo é ter a alma conectada
E, mesmo na distancia, estar muito, sempre perto
É amar incondicionalmente, venha o que vier
É ter o ombro sempre pronto, o abraço sempre perto
O sorriso e o consolo
A lealdade e a cumplicidade
Amigo é alguém raro
Alguém com quem se pode contar
No choro e na alegria
Por tudo e pra tudo
É ser melhor porque se tem alguém
É ser grato porque não mais só
É certeza de que Deus uniu
Deus aprovou
Deus cuidou a ponto de ver que seríamos mais completos
E por isso nos fez amigos

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Andar pra frente (Mônica Coropos, 2011)

Andar pra frente
Erguer os olhos
Soltar do peito a angústia contida
Se vestir de esperança
Ver em perspectiva
Ter fé
Passos pequenos, mas firmes
Enfrentamentos inevitáveis
Rumo ao futuro
Rumo à alegria
Rumo ao que virá
Com perseverança
Com a bagagem certa
Com VIDA!
Com DEUS na vida!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Gangorra da vida (Mônica Coropos, 2011)

Sentimentos confusos
Vida e morte numa gangorra
Urgência de sair da dor e do cansaço que a vida apresenta,
Eventos negativos no dia-a-dia, fracassos, perdas, enganos...
Luta em todas as esferas
Rigidez,
Ações auto-destrutivas,
Problemas, sentimentos e pensamentos não compartilhados...
Guardados... Blindados... Fechados...

Quando o que nos aflige é solidão, desespero, desesperança, desamparo, rejeição
É hora de buscar ajuda!
É hora de receber a esperança de que as coisas podem mudar para
melhor!
Afinal, a vida é um aprendizado que vale a pena... Vamos juntos!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Natureza primordial (Mônica Coropos, 2011)

Despir do velho homem os seus feitos
E viver novidade de vida, nova natureza
Sem ceder ao erro,
Sem ser escravizado pelo passado,
Lançar-me ao controle de Cristo,
E experimentar vitória.

Parece que a diferença entre alguém miserável e alguém feliz é o reconhecimento de que precisa deixar as coisas que para trás ficam, pois tudo se faz novo.
Nego, então, minha velha natureza
E abraço a nova, que prefiro chamar de natureza primordial.

terça-feira, 29 de março de 2011

Pessoas normais, momentos excepcionais (Mônica Coropos, 2011)

Somos limitados, sim.
Mas, o que acontece quando ousamos um pouco mais e fugimos dos nossos medos?
Que tal combinarmos vivermos um tempo criativo, idéias fora do papel, (re)início de projetos e sonhos?
Só pra constar: O "não" a gente já tem, né?
O que estamos esperando?

segunda-feira, 28 de março de 2011

Família (Mônica Coropos, 2011)

Ninho quente
Colo e ombros
Aconchego
Riso em risos
Choro em prantos
Lutas e batalhas
Vitórias
Alegrias
Abre-se o portão, sem campainha, sem nada...
Quem é família tem a chave, entra sem bater!

Relações imperfeitas (Mônica Coropos, 2011)

Mensagem que não vem
Ou que só vem quando se precisa
Quando o nosso ombro é lembrado
Quando a dor é insuportável
Quando os sorrisos se foram

Dói ver que existem relações assim
Unilaterais quase sempre
Egoístas quase sempre
Imperfeitas quase sempre

E pensar que, muitas vezes,
Agimos assim
Com Deus, com o outro...

Antes de dormir (Mônica Coropos, 2011)

Difícil decidir e ficar firme
Quando o coração grita por ceder
Quando tantas recaídas aconteceram
Chances foram dadas
Orgulho deixado de lado
Por amor, por amar

Difícil entender que,
Justamente porque se ama,
Deve-se deixar livre o pássaro,
Deve-se entender o tempo de recuar
Deve-se entender a reclusão

Difícil, mas possível
Se amar primeiro
Se dar depois