sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

VEM (Mônica Coropos, maio 2010)

VEM (Mônica Coropos, maio 2010)
Desespero
Medo
Angústia e dor
Sentimentos ou momentos
Tempestade
Desamor
Passa o tempo
Tão depressa
De que vale o meu correr
Se não chego,
No sossego
Estou sempre a me abater?
Nessas horas
Meu refúgio
Vem do alto, protetor
Não me lembro de um dia
Que falhaste em Teu amor
Teu socorro bem presente
Teu afago e direção
São o rumo da minha vida
Quando tudo diz que não
Todo dia, luta infinda
Todo dia, teu cuidar
Todo dia, meus temores
Todo dia, teu amar
Se tropeço, me levantas
Se me fecho, me renovas
Se eu choro, me quebrantas
E se erro, vem salvar
Se espero, vacilante,
És resposta, meu Senhor
Não há outro em minha vida
Eu careço, fraco sou
Mas me amas, me renovas
Me abraças e sustém
Não desprezas esse filho
Antes, sempre, me diz: vem!

Vontade de viver

Hoje acordei renovada. Ânimo, sonhos, esperanças. Tomei um banho, parti pra vida com uma vontade de acertar e ser útil.
Como é bom saber que, basta uma atitude, um novo olhar ante os desafios, uma postura diferente pra tudo começar a mudar. Como diz a música "Coisas de nós", que compus há alguns anos atrás, "tudo acontece como sempre aconteceu... mas..." a mudança vem de dentro pra fora, e podemos viver... plenamente.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PEDIDOS

PEDIDOS (M. Coropos, 2010)
Dá-me um coração novo
Que te sirva com inteireza
Que abandone a incerteza
E só olhe para Ti
Dá-me nova direção
Novo rumo e perspectiva
Pra que honre teus preceitos
Seja achado aprovado
Dá-me ousadia e coragem
Pra ser teu total dependente
Pra romper com o velho eu
Pra andar de joelhos
Pra amar-te mais que tudo
Pra negar-me a mim mesmo
E esperar o teu futuro
Esquadrinha-me, Senhor
Mesmo que a dor eu enfrente
Mesmo que me exponhas e me dispas
Se for preciso, corrige-me
Se eu errar, me aponte
Se eu cair, me levante
Se eu te adorar, me aceite!

O Senhor nos escolheu!

O Senhor nos escolheu!
(M. Coropos, 2010)

Nós não nos escolhemos
O senhor assim o fez
E quis-nos imperfeitos
Inconstantes, ingratos... quantas vezes!
E quis-nos lapidar-nos
Dar-nos sopro novo
Novidade de vida
Habilidades e talentos
E fez-nos ensináveis,
Capazes de crescer e dar frutos
E fez-nos geração eleita
Sacerdócio real, nação santa,
Povo adquirido...
Isso é muita coisa!
Que Deus é esse
Que cria e acredita,
Que capacita e acompanha
Que oportuniza e honra?
Quem somos nós ante a ti, Senhor?
Deus precioso, só podemos nos prostrar
E adorar... E recebes!
Obrigado e perdão, Senhor!
Usa-nos!
O Senhor nos escolheu!

DEVOÇÃO

Sei que Tua glória excede todo meu pensar
É impossível descrevê-la, imaginar
Tua presença é meu prazer
Tua potência, meu descanso
E Teu Espírito, amigo e protetor
Sinto em meu corpo Teu ungir fluindo em mim
Cada vez mais eu morro pra te engrandecer
Hei de louvar-te para sempre
Deus, és minha fonte eternamente
E soberano em minha vida, ó Senhor!

Desejo-te mais e mais
E muito mais quero te conhecer
Eu quero te adorar desde a manhã até o anoitecer
Que eu viva pra transbordar de Ti
Que eu seja instrumento vivo em Ti
E que a Tua glória brilhe através de mim!

Mônica Coropos, 2009, para Ministério de Música e Culto da PIB de Irajá, RJ

CRISE

É curiosa a época de crise: é um tempo onde a gente se desconstrói, como cobra trocando a pele; é a dor da mãe antes de parir, ansiando ver o rebento, e sua dor a cessar ante a alegria dessa chegada; é o confronto com a fragilidade, mesmo quando se acha forte; é a instabilidade ante o momento, a espera do novo, a notícia, o desespero antes da esperança. É cruzar sua história e não ver nítido seu final; é tempestade num barquinho desprotegido; é lacuna, hiato, espera, impasse.
Crise é um dilema, uma dicotomia, um antagonismo, algo que não temos preparo nenhum pra viver, mas, sabemos, é inevitável. Crise é esperar o amigo que não vem, é ser incompreendido, é carência, é solidão.
O curioso em toda crise é que, mesmo sabendo que ela passa, ainda ficamos enlouquecidos... humanidade à flor da pele, meninice, imaturidade. Na crise, homens se igualam.
Mônica Coropos, 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Agradar a Deus... é só o que quero
Mesmo que me custe dores
Mesmo que me custe sofrimento
Mesmo que me brotem lágrimas...
Mesmo que... precise padecer, morrer por dentro...
Eu sei em quem tenho crido
e Sua graça me basta!!!