quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Encontros (Mônica Coropos, 2012)

Um coração grato
De alguém que recebeu
Presente valioso
E imerecido
O Deus que é amigo,
E amigos chegados,
Irmãos tão amados
Cuidado dos céus
Se a vida é difícil
Encontros são bálsamos
Que tratam a alma e o coração
E com novo ânimo
Seguimos vivendo
Com fé, esperança
E nova canção

(Mônica Coropos, para AMBB)

quinta-feira, 19 de julho de 2012


2012 – Ano da Educação Cristã
ÊNFASE: “DESAFIADOS À PRÁTICA DA BÍBLIA PARA SER PADRÃO DE INTEGRIDADE”
TEMA: “Ser como Cristo praticando a Bíblia!”
DIVISA: “...Até que Cristo seja formado em vós.” (Gálatas 4.19b)
 
 
 
Leon Neto: Bullying musical


O Fantástico mostrou não faz muito tempo, um quadro bem interessante, sobre uma adolescente que vinha sendo constantemente zombada pelos seus colegas de classe, por conta de seu gosto musical. A jovenzinha é fã ardorosa do cantor sertanejo Luan Santana, algo aparentemente imperdoável por seus colegas que a achincalhavam a todo o momento.

A reportagem chamou o comportamento dos estudantes de “bullying musical” numa referência aos casos de abusos e agressões comuns em escolas americanas, tão retratados em filmes e documentários. Dessa vez, porém, a motivação não foi racial, física, ou de classe social, mas baseou-se aparentemente apenas no gosto musical da moçoila.

Depois de ver a reportagem, fiquei pensando sobre o meio evangélico e sobre alguns outros tipos de bullying musical que já vivenciei. Em alguma igrejas, parece que a situação é invertida; critica-se não quem gosta de determinada banda ou cantor, mas sim a quem não gosta ou tem restrições de qualquer tipo. E vou mais longe; em alguns casos, não basta gostar, mas exige-se por parte dos ministros de louvor quase que uma copia perfeita e dublada do artista ou banda em questão. Parece que as pessoas querem ver em suas igrejas exatamente o mesmo modelo que veem no YouTube ou que ouvem em seus Ipods. A escolha das músicas se baseia mais no gosto pessoal e no modismo do que na necessidade doutrinaria do momento.

Certos grupos tem se tornado quase que ídolos para algumas pessoas; tanto que parece que esses desligam o cérebro e não se dão ao trabalho de refletir nas letras das canções para ver se há coerência bíblica. E o pior é que muitas vezes não há.

Eu mesmo já sofri esse tipo de bullying invertido. Fui duramente criticado várias vezes por não incluir músicas dessa ou aquela banda no louvor da igreja. Se as queixas viessem por razões teológicas, eu ficaria até feliz e mudaria minha posição; mas na maioria das vezes, as pessoas queriam apenas ver suas preferências sendo aceitas e ouvir na igreja as “mais, mais das paradas de sucesso”.

Certamente que gosto não se discute; mas o que está em questão aqui não é gosto pessoal. Que cada um entupa seus ipods e laptops com o gênero e estilo musical que bem entender; mas no louvor congregacional deve imperar equilíbrio, conteúdo bíblico e profundidade teológica. Se tudo isso puder ser apresentado de uma forma criativa e atraente , ótimo; mas, louvor não é entretenimento. Devemos procurar agradar à Deus e não às pessoas. No louvor, gosto musical é aspecto secundário. Ou pelo menos deveria ser. Se o louvor não contribui para edificação da igreja, fortalecimento da fé e convicção evangelística, então existe algo de errado e os valores estão invertidos.

Bullying é sempre burro, injusto e irracional. Até mesmo quando é musical.

Um abraço,

Leon Neto

CINEMÚSICA: Leon Neto é mestre em musicologia pela Universidade de Campbellsville e Doutorando em Pedagogia Vocal pela Universidade Shenandoah. Atualmente atua como professor no departamento de Louvor na Liberty University.
http://www.folhagospel.com/modules/soapbox/article.php?articleID=664

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Minha decisão (Mônica Coropos)

Bem pequeno sou, eu sei
Mas eu tenho um grande Rei
Que merece o meu melhor
Que merece o meu viver
Muitos pelo mundo vão
Sem nenhuma direção
Tomo a minha decisão:
Eis-me aqui, Senhor!

http://youtu.be/7acNZHj-JT0

quarta-feira, 13 de junho de 2012

MOMENTO COM DEUS (M. Coropos, 2012)

Cá estou eu contigo, meu Deus... ...O que dizer? Tudo tu sabes... me conheces bem... Em momentos e fases diferentes nesta vida Reconheço as dores, as rugas na alma, Também as alegrias e dádivas infinitas das tuas mãos Muitos sonhos, muitas decepções Que controverso! Olhando para dentro de mim Sem relutar, minha vida te entrego De novo, Para viver teu renovo Para, de verdade, viver!

sábado, 24 de março de 2012

LOUVADO SEJA O NOME DO SENHOR! (M. Coropos, 2012)

O DEUS QUE CURA
QUE FAZ MARVILHAS
QUE OPERA MILAGRES
O DEUS QUE É FIEL
O DEUS QUE NÃO FALHA
O DEUS QUE ATENDE
O DEUS QUE TRABALHA
O DEUS DE ISRAEL

LOUVADO E EXALTADO
PRA SEMPRE HONRADO
VOU SEMPRE AMÁ-LO
E TESTEMUNHAR
DOS SEUS GRANDES FEITOS
SEU ZELO E CUIDADO
ME RENDO, PROSTRADO
A ELE ADORAR!

(Recebi, de minha amiga Ana, a notícia por e-mail: "Ontem minha mãe foi ao hospital para se consultar... já com o risco cirúrgico, para operar hj, e vcs sabem o que
aconteceu? O nódulo SUMIU." Toda honra e toda glória ao Deus que TUDO pode. Sem palavras, só adoração!)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sobre Filosofia e deslumbres (Mônica Coropos, 2012)

Hoje li O Espelho, um conto integrante da obra Papéis Avulsos, do escritor brasileiro Machado de Assis. Interessante como - tais como no conto - as regalias podem desequilibrar, deslumbrar pessoas, em todos os tempos e épocas. Machado de Assis, cheio de Filosofia, narra que o jovem, ultra-mega-power cortejado, cede a tudo isso, e sua "alma exterior" (sempre mutável), faz com que ele logo se torne alguém de personalidade arrogante, respaldada no espírito da mocidade, e somada ao luxo e deslumbres do meio. Sua humanidade deu lugar ao "Alferes", ou, como coloca a famosa frase: “O alferes eliminou o homem”. Ainda filosofando, ao ler a revista de bordo BRASIL - ALMANAQUE DE CULTURA POPULAR, quando voltava de uma viagem pela TAM, uma entrevista com o filósofo Mário Sérgio Quintela relembra seus 17 anos de convivência com Paulo Freire. Na entrevista, Quintela diz: "Paulus, em latim, significa pequeno. Mas Paulo Freire - digo isso sempre que posso - era um homem tão grande, que sabia que era pequeno para poder crescer. Gente grande de verdade sabe que é pequena, e por isso cresce. Gente muito pequena, acha que já é grande, e o único modo de crescer é rebaixando outras pessoas...". Pouco estudado, mas de muitíssima sabedoria, meu pai sempre nos ensinou - somos três filhas - a lembrarmos de onde viemos, a sermos quem somos apesar de funções, cargos, títulos. Agradeço ter isso na essência, ainda que ache ser possível, lutar contra o deslumbre dos fulgases louros da vida.

domingo, 15 de janeiro de 2012

É grátis (Mônica Coropos, 2012)

A brisa no rosto
O mar infindo
A doação materna
O sorriso compartilhado
O cuidado de quem nos ama
O ar que respiramos
É grátis. É graça!