sábado, 20 de agosto de 2011

Confissão (M. Coropos, 2011)

Meu coração dói no peito

E nesse momento, só e triste

Sinto a presença do que nunca abandona um ferido...

Sim, meu Deus, tenho te decepcionado conscientemente

Tenho me valido do teu perdão, da tua graça e da tua misericórdia

Mas hoje, recolhida e reflexiva,

Penso se valeu à pena...

Não me surpreendo contigo. Tenho te conhecido e sei que és Deus.

Quero me derramar, e só...

segunda-feira, 25 de julho de 2011


Li e ouço sempre conselhos que "devemos nos dobrar ao imperativo de seguir adiante, de nunca retroceder, de marchar sem que o passado atrapalhe". Mas eu confesso que muitas vezes não consigo! Parte de mim ainda pulsa pelo abraço, pelo cheiro, pelo lugar, pela conquista, amizade, pelo carinho, pelas risadas, pelas conversas, enfim, por algo que vivi e que foi bom... ou por uma dor, um fracasso, um desamor, uma desavença, uma derrota, uma perda... sempre há algo que insiste em voltar no gosto azedo do que nem tão bom ou até ruim - foi. Ontem, depois da insônia se instalar e me fazer ler e folhear alguns livros da cabeceira, peguei meu livro preferido. Sim, me rendi à Bíblia mais uma vez. Como alguém que necessita do alento imediato, fui a Salmos, e por ali fiquei, imaginando-me como os salmistas e suas vidas humanas, tão parecidas com a minha. Ah! Minha mortalidade me afronta. Na hora em que é imperativo seguir adiante, deixar o passado no passado, na hora em que a atitude da mudança depende de mim... eu me dou conta de que não passo de alguém limitado e débil, que depende da regência e intervenção do Soberano da vida, de Deus. E, para quem pensa que fico chateada com isso, um alerta: eu quero mais é render-me a Ele, e dizer-lhe sempre: De Ti preciso, Senhor!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

AMIGO (Mônica Coropos, 2011)

Amigo é presente valioso
Não se barganha, não se faz à força
É química do céu
É bálsamo na dor
Extensão de Deus na vida
É amor
Amigo é ter a alma conectada
E, mesmo na distancia, estar muito, sempre perto
É amar incondicionalmente, venha o que vier
É ter o ombro sempre pronto, o abraço sempre perto
O sorriso e o consolo
A lealdade e a cumplicidade
Amigo é alguém raro
Alguém com quem se pode contar
No choro e na alegria
Por tudo e pra tudo
É ser melhor porque se tem alguém
É ser grato porque não mais só
É certeza de que Deus uniu
Deus aprovou
Deus cuidou a ponto de ver que seríamos mais completos
E por isso nos fez amigos

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Andar pra frente (Mônica Coropos, 2011)

Andar pra frente
Erguer os olhos
Soltar do peito a angústia contida
Se vestir de esperança
Ver em perspectiva
Ter fé
Passos pequenos, mas firmes
Enfrentamentos inevitáveis
Rumo ao futuro
Rumo à alegria
Rumo ao que virá
Com perseverança
Com a bagagem certa
Com VIDA!
Com DEUS na vida!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Gangorra da vida (Mônica Coropos, 2011)

Sentimentos confusos
Vida e morte numa gangorra
Urgência de sair da dor e do cansaço que a vida apresenta,
Eventos negativos no dia-a-dia, fracassos, perdas, enganos...
Luta em todas as esferas
Rigidez,
Ações auto-destrutivas,
Problemas, sentimentos e pensamentos não compartilhados...
Guardados... Blindados... Fechados...

Quando o que nos aflige é solidão, desespero, desesperança, desamparo, rejeição
É hora de buscar ajuda!
É hora de receber a esperança de que as coisas podem mudar para
melhor!
Afinal, a vida é um aprendizado que vale a pena... Vamos juntos!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Fome de quê? (Mônica Coropos, 2011)

Fome de paz,
Fome de união,
Fome de sinceridade,
Fome de transparência,
Fome de música,
Fome de natureza,
Fome de vida.
O mundo tem fome:
Quem vai saciá-la?
Há um Deus que sacia toda a fome.
Há uma fome do tamanho de Deus.

Natureza primordial (Mônica Coropos, 2011)

Despir do velho homem os seus feitos
E viver novidade de vida, nova natureza
Sem ceder ao erro,
Sem ser escravizado pelo passado,
Lançar-me ao controle de Cristo,
E experimentar vitória.

Parece que a diferença entre alguém miserável e alguém feliz é o reconhecimento de que precisa deixar as coisas que para trás ficam, pois tudo se faz novo.
Nego, então, minha velha natureza
E abraço a nova, que prefiro chamar de natureza primordial.