quinta-feira, 20 de junho de 2013

RETRATO DE UM POVO CANSADO DE SOFRER (Mônica Coropos, 20/06/2013)


Do alto mastro uma Bandeira chora
Retrato de um povo cansado de sofrer
Anos aprisionado, ludibriado, enganado, roubado
Povo impedido de se orgulhar do seu orgulho 
- a Pátria mãe gentil

Mas, depois de muito silêncio e sofrimento
Um grito preso, uma atitude reprimida
Emerge com a força de leões ferozes
De vozes ardentes por falarem, 
Por serem ouvidas...

BRASIL, meu gigante querido
Hoje, teu povo amigo
Levanta a cabeça, a voz
E anuncia ao mundo
Que tem mais de belo que mulher pelada, futebol, carnaval
Pois tem um povo que pensa, 
Que se une
Que, de uma vez, quer as rédeas da sua História
Muito mais que pão e circo


Teu choro, Bandeira, não é vão nessa hora
Porque há um povo que clama, lá fora
Por uma país digno de se viver, 
Por salários dignos e justos para todos
Por critérios coerentes e de mesma medida para todas as esferas

É de arrepiar o momento
Porque, muito mais que um lamento,
É chama de esperança, renovo 
De uma nação que, hoje, pode se chamar povo
E que não vai retroceder.

terça-feira, 2 de abril de 2013

sábado, 30 de março de 2013

ONDE ESTÁ O AMOR? (Mônica Coropos, 2013)



Onde está o amor
Cantado em verso e prosa
Tão falado em toda roda?
Todo mundo quer vivenciar o sentimento
Que é maior que todo sentimento
E acaba com o lamento 
Inabalável sentimento que é maior que dor e morte
Onde está o amor
É sorte, azar, é dor, é vida e morte
É razão, é insanidade, é perdão, é santidade
É remédio, é fim do tédio
Amor, amor, é fim da solidão
É companhia, é ser igual
É ser irmão, é ser amante, 
É ser um jardineiro a cultivar um coração
Regar, arar, cuidar e arrancar daninhas ervas
Dores e rancores, de amores falsos
Cores vivas
Sempre-vivas
Este amor que é sangue é vida
Em nós!


Onde está o amor
Cantado em verso e prosa
Tão falado em toda roda?
Todo mundo quer vivenciar o sentimento
Que é maior que todo sentimento
E acaba com o lamento 
Inabalável sentimento que é maior que dor e morte
Onde está o amor
Que dá a vida em prol de vidas
Que se dá ao sofrimento
Que é de outro, que é legítimo
Que é pra morte
Que é pecado
Este amor que paga o preço
Esse amor que não mereço
Ter alguém que morra em meu lugar?
O que mais esperar do que é amar?

Eu achei o amor em Cristo
Dele eu vivo e não desisto
Vou cantá-lo
Vou contá-lo
Espalhar seu rastro onde for
Onde está o amor?
Revelou-se no calvário
Homem fez-se - que Deus era
Sua glória
Em vergonha transformou
Que puro amor
Que vero amor
O amor que me constrange 
O amor que me salvou
O amor que tem um nome, 
E nome que é maravilhoso
Nome que restaura o homem
Nome que é amor bendito
Quem procura o amor 
Encontra o amor somente em Jesus Cristo
O Deus de todo amor 
Amor bonito
Amor mais rico
Amor que é verdadeiro
Amor: o amor.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Até quando? (Mônica Coropos, 2013)



Até quando veremos o caos imperando no mundo,
As doenças,as desgraças, os açoites, as desigualdades, as perseguições?

Até quando vidas serão dizimadas, doenças se proliferarão, o amor se esfriará nos corações?

Até quando seguiremos governados por seres inescrupulosos, que colocam a ganância acima de qualquer coisa, que banalizam os valores, a vida?

Até quando veremos queridos desfalecendo, injustiças ambientais, injúrias, guerras por toda parte?

Como explicar o sofrimento dos justos?

Como explicar a impiedade dos injustos?

Deus não se assusta com o que lhe relato.

Antes, me diz: 

“Você tem razão. Vejo tudo isso!"

E me diz, também: 

"Aquieta-te. Eu sou Deus."

Sem força e sem argumento, me submeto.

Olho para ele, e suplico por socorro.

Olho pra mim, e vejo como sou pó.

É quando ouço Deus dizer: 


Até quando vou suportar

Os homens negarem a minha existência?

A súplica ansiosa do salmista, é a minha, mas é a de Deus também

Sem prazos previsíveis sigo vivendo a complexidade desta vida.

Até quando?

Até quando chegar a hora certa de Deus.




sexta-feira, 22 de março de 2013

LUZ NA ESCURIDÃO (Mônica Coropos, 2013)






Um rasgo de Deus nos traz esperança
Um vislumbre de sua glória nos faz renascer
Um pouco de sua presença, plenitude e paz
Uma brisa de seu sopro, o alento pro viver

Como quero ser usado
Pra ser vaso e instrumento
Ferramenta afiada
Com o autor do firmamento
Meus talentos sendo gastos
Pra ser luz na escuridão
Revelando Deus a cada coração
Que por mim passar por mim
Na multidão

domingo, 10 de março de 2013

A VIDA (Mônica Coropos, 2013)



A vida é uma caixa de surpresas, um sopro...
Nós não sabemos o que nos aguarda no minuto seguinte
E vivemos como se fôssemos donos da nossa história.
Esta semana perdemos um ícone da música brasileira...
Acabo de perder meu tio, que estava bem ontem...
É... a vida é uma caixa de surpresas... 
Os fatos estão aí pra quem quiser ver.

sábado, 9 de março de 2013

POEMA PARA MEU FILHO (Mônica Coropos, 2008)

Puro amor de minha alma
Estrela linda e brilhante
De rostinho fascinante
Razão desse meu viver
Orgulho, carinho... bem-querer.

És toda a felicidade
na minha vida, meu filho
Razão de todo o amor
Iluminando meus dias
Que Deus te abençoe pra sempre
Um anjo em forma de gente
Eu te amarei para sempre.

Suave riso inocente
Infinita admiração
Luz divina e reluzente
Você, meu filhos querido
Amor... pulsar do meu coração!















(Para meu filho Renan Coropos, este 
poema achado na arrumação das pastas de lembranças, tão verdadeiro mesmo depois de tanto tempo escrito...                         
                    
            Amo demais ser sua mãe e você sabe disso!)